Publicado por: Projeto Paulo de Tarso | 19/08/2013

Depoimento ao Projeto Paulo de Tarso

Por:  João Carlos Mingrone Bruno

Durante algum tempo senti a necessidade de praticar a caridade e cultivei essa intenção por longo tempo,  no entanto,  a intenção sem a ação não é nada.  Precisava agir,  ser atuante,  me tornar uma pessoa ativa e continuava estático.

Por incrível que pareça,  começar com práticas que poderia realizar sozinho como as orações ao levantar,  antes de deitar e as vibrações das 22 horas me fortaleceram.  Por muitas vezes havia esquecido de coisas tão simples como orar e vigiar.

Outra ferramenta básica e simples que temos em mãos é o Evangelho no Lar,  que também é muito eficaz.  Conversar com os familiares sobre Jesus Cristo e seus ensinamentos durante alguns minutos se tornou uma grata experiência.

Em certo momento percebi que havia chegado a hora de sair da intenção e passar para ação.  Dados os primeiros passos e me sentindo fortalecido,  me encontro engajado em poucos trabalhos,  mas que renovam,   animam e  fortalece cada vez mais o meu espírito.

Iniciar pequenas tarefas no vasto campo da caridade trouxe boas e agradáveis sensações.

Sair de um estado de inércia,  quebrando minhas próprias barreiras e alguns preconceitos,  despertou um sentimento que se encontrava dormente e escondido.

Trabalhar com o único intuito de ajudar alguém,  sem nada esperar por retribuição é uma satisfação com um grande aprendizado.

Ao refletir sobre uma das mais belas histórias que conheci até o momento,  e que “O Mestre nos ensinou que nenhuma obra útil se poderá fazer na Terra sem a cooperação fraternal”,  percebi que podemos realizar coisas maravilhosas.

Tarefas como as mais simples são úteis e muitas vezes imprescindíveis dentro de um projeto maior.   Fazer parte deste contexto  mostra a importância que cada um de nós tem para o outro,  e aprender a lidar com o egoísmo,  o orgulho, a vaidade e o melindre são algumas consequências dessas pequenas ações.

Tudo isso fica latente quando me vejo inserido em um projeto muito maior como a abertura de uma nova casa espírita,  onde começo a sentir a necessidade de deixar o “homem velho” com todos os meus defeitos e preconceitos de lado,  e lembrando uma passagem de um Trecho do Livro Paulo e Estevão de Francisco Cândido Xavier,  ditado pelo Espírito de Emmanuel,  de que:

“… A obra é do Cristo.  Se fosse nossa falharia por certo,  mas nós não passamos de simples e imperfeitos colaboradores …”

– indica que não estamos sozinhos e aumenta a minha fé.

T85-JC

CEAE Manchester – Turma 85.  João Carlos,  5º da esquerda para direita

Os trabalhos realizados nas Caravanas deram a oportunidade de quebrar algumas barreiras que pareciam intransponíveis e se transformam em bálsamos para mim.  Ter a oportunidade de levar a palavra e os ensinamentos de Jesus aos lares de outras pessoas,  da mesma maneira que tenho feito dentro do meu próprio lar,  geram muitos ensinamentos,  satisfações e alegrias que até então não conhecia.

Com as vibrações coletivas pude perceber a força que temos ao nos unirmos em prol de algo que até pode parecer sem importância,  mas que é essencial dentro desse contexto,  assim como pude perceber também que ao transmitirmos nossos melhores sentimentos àqueles que trabalham,  aos mais necessitados enfim,  haurimos forças para seguirmos.

Iniciar o curso de passes causou uma gostosa expectativa na esperança de retribuir àqueles que precisarem da mesma ajuda que tenho recebido.

O caminho trilhado até o momento tem feito um bem imensurável,  alimentando o desejo de querer mais, entretanto,  se faz prudente ter a cautela de não exacerbar na assunção de compromissos aos quais ainda não esteja preparado e a consciência de que estou em um processo.

E como em todo o processo,  as transformações vão surgindo lentamente,  de forma gradual e após bastante esforço até se alcançar o resultado desejado.  Hoje,  ao olhar para mim consigo enxergar a minha transformação e me sinto mais confiante para seguir adiante porque vivenciar a oportunidade de sentir essa alegria me conduziu à estrada pela qual pretendo continuar caminhando.  Parar ou voltar a traz já é algo impensável,  inconcebível.

Vencer as minhas resistências e quebrar as minhas próprias barreiras são conquistas diárias que me trazem a um momento e lugar que há algum tempo atrás pareciam bem distantes e  que me faz acreditar que sim,  é possível.

João Carlos Mingrone Bruno

CEAE Manchester – Regional SP Leste

EAE Turma 85

14/08/2013

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